Até logo, Paulinho

Após brilhar na Copa das Confederações, volante acerta sua saída do Corinthians para o Tottenham (ING)

Por: Marcus Vinicius Pereira

Chegou ao fim a passagem de Paulinho pelo Corinthians. O volante da seleção brasileira foi contratado pelo Tottenham, da Inglaterra – ainda durante a disputa da Copa das Confederações -, e confirmou sua transferência na última segunda, em entrevista coletiva concedida no CT do Corinthians.

“É difícil de falar num momento como esse, mas tenho certeza de que foram três anos maravilhosos na minha carreira, de conquistas, de trabalhar com pessoas corretas, coerentes, que sempre me ajudaram. O que eu tenho para falar do Corinthians, da torcida, da diretoria, da comissão é ‘até logo’. Daqui a pouco eu volto, por tudo o que fizeram por mim”, declarou o jogador, visivelmente emocionado.

Paulinho comemora o título da Copa das Confederações com uma bandeira do Corinthians (Foto: Reprodução/Instagram)

Contratado pelo Corinthians em 2010, depois de impressionar o técnico Mano Menezes quando atuava pelo Bragantino, o volante amargou a reserva até o fim daquele ano. Com a venda de Elias, Paulinho assumiu a titularidade e rapidamente se tornou uma das figuras centrais da série de conquistas mais importante da história do clube alvinegro, o Campeonato Brasileiro em 2011, a inédita Libertadores e o bicampeonato mundial em 2012, fechando com o título Paulista de 2013.

Paulinho é o terceiro volante que mais marcou gols pelo Corinthians em todos os tempos – foram 34. Seu estilo ofensivo aliado à qualidade na marcação fizeram com que o jogador fosse convocado pela seleção frequentemente a partir de 2012. Em apenas um ano, o atleta já anotou cinco gols e está a um de se tornar o maior volante artilheiro da história da seleção brasileira, se igualando a Alemão, César Sampaio, Dunga, Émerson e Falcão, de acordo com levantamento do jornalista Paulo Vinícius Coelho.

A saída de Paulinho vem sendo cogitada desde 2011 e parecia questão de tempo. Após ofertas milionárias de diversos clubes europeus, o jogador entendeu que este era o momento certo para dar novos rumos a sua carreira. O Tottenham é o terceiro clube em que o volante atua na Europa, após passagens pela Lituânia e Polônia marcadas pelo racismo sofrido pelo brasileiro, ainda no seu início como profissional.

A conquista do coração da Fiel não foi só pelo seu desempenho dentro de campo. O jogador invariavelmente comemorava seus gols e títulos se dirigindo aos torcedores, subindo no alambrado e sendo abraçado. E foi dessa maneira que vibrou em seu momento mais marcante com a camisa do Corinthians, fazendo o gol contra o Vasco que classificou o Timão para as semifinais, encaminhando para tão sonhada conquista da América. Claro que ainda é cedo para ter a dimensão do que Paulinho significa para o clube alvinegro. Certo é que nenhum corintiano esquecerá o que ele fez no dia 23 de maio de 2012, aos 42 minutos do segundo tempo.

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Brasil 3 x 0 Espanha – Com melhor futebol do mundo, Brasil supera Espanha com show de Neymar

Onze anos depois, “Família Scolari” brilha e supera atuais campeões do mundo com gols de Fred e Neymar

Por: Guto Monte Ablas

O palco estava desenhado. Brasil decidindo a Copa das Confederações em um Maracanã lotado contra a melhor seleção do mundo. Tudo para tornar a final inesquecível!

Mas nem o mais otimista dos torcedores brasileiros podia apostar no que veria ao longo dos 90 minutos que se seguiram.

Taça do torneio: Fica no Brasil (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Taça do torneio: Fica no Brasil (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Do lado de fora, mais uma vez, confronto entre policiais e manifestantes marcaram os momentos que antecederam o jogo.

Dentro do estádio, Felipão mostrou que está fechado com seu elenco e apesar dos pedidos da torcida por Hernanes e Lucas, o técnico manteve a equipe que iniciou o primeiro jogo do torneio e seguiu até o fim, apostando em Luiz Gustavo, Oscar, Hulk e Fred como titulares. Todos regidos pela batuta de um menino de apenas 21 anos, mas que já consegue abraçar o mundo: Neymar.

A ideia de Luiz Felipe Scolari era apostar em um esquema parecido com o da Itália e não permitir o toque de bola espanhol, porém, mais do que isso, pressionar a Fúria em seu campo de defesa, dificultando a saída de bola desde o início.

E o plano deu resultado rápido. Recuperação de bola de Oscar e bola aberta na direita. Hulk, contestado, cruzou na área para Fred que errou o cabeceio, mas a bola bateu em Neymar e sobrou para o camisa 9 de novo que deitado no chão, na cara de Casillas deu um bico e mandou para o fundo do gol. Menos de dois minutos e o Brasil abriu o placar.

A partir do gol o jogo ficou equilibrado, mas sempre com os brasileiros criando as melhores oportunidades, mas sem conseguir ampliar. Oscar e Fred desperdiçaram oportunidades cara a cara com o goleiro espanhol.

Aos 40 minutos, o lance que poderia mudar o jogo. A defesa do Brasil, que até ali se comportava bem, vacilou e permitiu que Juan Mata aparecesse livre nas costas de Daniel Alves e fizesse a inversão para Pedro, também sem marcação, nas costas de Marcelo. O atacante do Barcelona dominou, esperou Júlio César se definir e finalizou para o gol. Não se sabe de onde, mas com a impulsão de um país inteiro, David Luiz apareceu em cima da linha para evitar o empate e frustrar os torcedores espanhóis.

O lance pareceu deixar a Fúria perdida em campo e ajudou Neymar a encontrar Oscar que, com calma, devolveu para o camisa 10, finalizando sem chances para Casillas e ampliando o placar antes do intervalo.

Na volta para a segunda etapa, o filme se repetiu: Fred recebeu livre na diagonal esquerda da área e finalizou cruzado para fazer o terceiro gol do Brasil com menos de dois minutos.

A Espanha sentiu o golpe e não parecia se reencontrar no jogo. Sergio Ramos teve a chance de diminuir em cobrança de pênalti, mas desperdiçou. Piqué foi expulso depois de falta em Neymar, evidenciando o descontrole da seleção. Pedro e David Villa também tiveram boas chances e pararam em Júlio César. Nada dava certo para a Fúria.

Neymar comanda Brasil contra Espanha (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Neymar comanda Brasil contra Espanha (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

O Brasil apenas administrava o jogo e, no melhor estilo espanhol, trocava passes com tranquilidade. Neymar, como um maestro, regia o show da seleção brasileira.

Apito final trilado e Brasil campeão.

Foi a quarta vez que a seleção se sagrou campeã do torneio, sendo a terceira consecutiva, uma marca inédita.

A Espanha estava invicta desde a partida de abertura da Copa do Mundo de 2010, quando perdeu para a Suíça. De lá para cá foram 29 jogos sem saber o que era uma derrota.

Nas premiações, levantou o troféu “Fair Play”, Fernando Torres levou a Chuteira de Ouro (5 gols e 1 assistência), enquanto Fred ficou com a de Prata (5 gols) e Neymar com a de Bronze (4 gols). Júlio César ficou com a Luva de Ouro, Neymar com a Bola de Ouro (melhor jogador) seguido por Iniesta e Paulinho.

Fred marcou dois e ficou com a chuteira de prata (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Fred marcou dois e ficou com a chuteira de prata (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Thiago Silva levantou a taça da Copa das Confederações neste dia 30 de junho de 2013, exatos 11 anos depois de Felipão e sua “Família Scolari” conquistar o pentacampeonato.

Mais do que o título, a Copa das Confederações trouxe outra vitória importante: a reconciliação da seleção com a torcida brasileira. De um povo que foi às ruas em busca de um país melhor e que acabou contagiando um grupo que jogou com raça.

Agora se inicia a contagem regressiva: que venha a Copa do Mundo.

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Espanha 0 (7) x (6) 0 Itália – Campeões do mundo vencem nos pênaltis e vão à decisão histórica contra o Brasil

Após um empate sem gol no tempo normal e na prorrogação, seleção espanhola converteu todos as cobranças de pênatis; pela Azzurra, Bonucci errou

Por: Diego Salgado

A final dos sonhos, entre Brasil e Espanha, virou realidade nesta quinta-feira (28). Os espanhóis garantiram presença na decisão da Copa das Confederações ao vencer a Itália nos pênaltis, no Castelão, após um empate sem gols em 120 minutos de jogo. Os campeões do mundo não conseguiram impor seu estilo de jogo e quase foram surpreendidos pela seleção italiana.

Bem armada pelo técnico Cesare Prandelli, a Itália entrou em campo modificada taticamente. Do 4-2-3-1 passou ao 3-4-2-1. A postura italiana congestionou o meio-campo e dificultou a saída de bola da Espanha. Além disso, no contra-ataque, utilizando a liberdade dos alas e abusando das viradas de jogo, a Itália quase abriu o placar no primeiro tempo. Maggio, pela direita, conseguiu duas conclusões à meta espanhola, sempre às costas do lateral Alba.

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Navas converteu a última cobrança: Espanha é finalista da Copa das Confederações (Crédito: Glauber Queiroz/Portal da Copa)

A Espanha fez o seu jogo habitual. Tocou muito e manteve a posse de bola. Sem Fabregas, o treinador Vicente Del Bosque promoveu a entrada de David Silva, que atuou à esquerda, com Pedro pelo lado oposto e Fernando Torres na referência. Iniesta e Xavi, por dentro, deram ritmo à partida. Porém, sem profundidade e neutralizada pelo esquema da Itália, a Espanha não conseguiu penetrar na grande área para concluir.

O jogo
Logo a dois minutos, uma troca rápida de passes da Espanha na entrada da área terminou num chute cruzado de Pedro. A resposta italiana veio no lance seguinte, na síntese do jogo italiano: marcação, roubada de bola e contra-ataque em alta velocidade. De Rossi roubou a bola no campo de defesa e tocou para Gilardino. O substituto de Balotelli deixou para Giaccherini, que chutou para fora.

Aos 14, Gilardino completou cruzamento da direita e quase supreendeu Casillas. A Itália, melhor da partida, passou a usar os alas e quase marcou com Maggio, que apareceu às costas de Alba e concluii para a defesa do goleiro espanhol.

A melhor chance italiana ocorreu aos 36, novamente com Maggio. Giaccherini alçou a bola na área e o ala, sozinho, cabeceou à queima-roupa. Casillas fez um grande defesa. No minuto seguinte, Torres girou dentro da área, saiu na cara do gol, mas chutou cruzado para fora.

No segundo tempo, a Espanha igualou o jogo e chegou duas vezes nos primeiros 20 minutos, com Navas e Iniesta. Já na reta final do tempo normal, Piqué completou, da marca do pênalti, um cruzamento de Navas. A bola, no entanto, saiu por cima do gol.

A prorrogação ainda reservaria muitas emoções. Logo no início, Giaccherini acertou a trave, na conclusão da jogada iniciada por Maggio, à direita. Aos oito minutos, Iniesta deu um passe espetacular por cima da zaga e Alba, cara a cara com Buffon, concluiu por cima da meta.

No segundo tempo do tempo extra, a Espanha quase chegou ao gol. Primeiro, com Xavi. O meia arriscou de longe e Buffon espalmou. A bola bateu na trave. Depois, Navas entrou sozinho na grande área e conclui cruzado, à direita do gol italiano. O placar, no entanto, não foi inaugurado.

Nos pênaltis, os jogadores das duas seleções mostram muita técnica, com ótimas cobranças. Pela Espanha, Xavi, Iniesta, Piqué, Sérgio Ramos, Mata converteram. Pela Itália, Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco e Pirlo marcaram. Nas alternadas, Busquets e Montolivo também acertaram. Na sequência, Bonucci chutou por cima, à la Roberto Baggio. Na última cobrança, Navas bateu no canto esquerdo e garantiu a Espanha na grande final.

A final
Brasil e Espanha não se enfrentam há quase 14 anos. O último confronto deu-se em novembro de 1999, em Vigo, com um empate sem gols. Antes, a seleção se encontraram em 1990. Jogando em Gijón, os donos da cada despacharam a seleção treinada por Falcão: 3 a 0.

O duelo é comum em Copas do Mundo. No total, foram cinco partidas. O Brasil leva vantagem, com três vitórias: 6 a 1, em 1950, no Maracanã; 2 a 1 no Mundial de 1962; e 1 a 0, em 1986. Na Copa de 1978, empate por 0 a 0. A Espanha, em 1934, eliminou a seleção brasileira ao fazer 3 a 1.

No total, de 1934 a 1999, as seleções se enfrentaram em dez oportunidades. O Brasil venceu cinco vezes e marcou 13 gols. Os espanhóis venceram três jogos, com 10 gols marcados. Dois jogos terminaram empatados.

A decisão da Copa das Confederações 2013 será disputada no Maracanã, às 19h. No mesmo dia, Itália e Uruguai jogam a decisão do terceiro lugar. A partida será na Fonte Nova, às 13h.

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Brasil 2 x 1 Uruguai – A seleção de Felipão, contestada, chega à final, mesmo com má atuação

Preso na marcação uruguaia, Brasil marcou o gol da vitória aos 41 minutos do segundo tempo, com Paulinho; Uruguai ainda perdeu um pênalti

Por: Diego Salgado

Eram passados 86 minutos de jogo quando o volante Paulinho subiu por trás da zaga uruguaia e cabeceou para balançar a rede do Mineirão. O gol, sofrido, recolocou o Brasil à frente do Uruguai no placar e garantiu a vaga na final da Copa das Confederações. Após terminar a fase de classificação com nove pontos e bater os rivais sul-americanos, a seleção de Luiz Felipe Scolari, desacreditada e contestada, alcançou o primeiro grande objetivo. Mas será preciso jogar mais para erguer a taça no próximo domingo.

Mesmo sem brilhar como nos jogos anteriores e com muita dificuldade em sair da marcação adversária, a seleção brasileira venceu os uruguaios por 2 a 1. Antes do gol salvador de Paulinho, Fred abriu o placar ainda na primeira etapa. Cavani, no começo do segundo tempo, empatou. O Uruguai ainda perdeu um pênalti quando o confronto estava 0 a 0: Júlio César fez grande defesa na cobrança de Forlán.

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Fred e Paulinho colocaram o Brasil na final da Copa das Confederações (Crédito: Rafael Ribeiro/CBF)

A classificação brasileira à final não veio com facilidade, como já era esperado. O técnico uruguaio Óscar Tabárez colocou em campo um time ofensivo, com três atacantes — Forlán, Suárez e Cavani. Ainda assim, reforçou a marcação com o recuo dos pontas. Cavani, por exemplo, ajudou a marcar Neymar pelo lado direito da defesa. O Brasil, por sua vez, teve dificuldade na transição meio-ataque. Oscar, o meia por dentro do time, esteve mal novamente.

Com mais posse de bola (64% contra 36%), a seleção brasileira pouco assustou no começo do primeiro tempo, limitando-se a tocar a bola no meio-campo. Atrás, a zaga falhou muito. Em um desses lances, aos 14 minutos, David Luiz puxou Lugano pela camisa e o árbitro chileno Enrique Osses marcou pênalti. Na cobrança, Forlán cobrou rasteiro no canto direito e Júlio César espalmou para escanteio, para delírio de boa parte dos 57.483 torcedores presentes ao Mineirão.

Recuperado do susto, o Brasil melhorou na partida. Atuando mais pelo lado direito e com Hulk apagado, o time, contudo, não conseguia chegar à meta de Muslera. Com dificuldade em penetrar na zaga uruguaia, o gol saiu após um belo lançamento de Paulinho, aos 40 minutos. Neymar matou no peito, passou pelos zagueiros e chutou para a boa defesa de Muslera. No rebote, Fred abriu o placar e marcou o seu terceiro gol na Copa da Confederações.

No início do segundo tempo, Cavani empatou após erro grotesco da zaga brasileira. Thiago Silva tentou sair jogando, mas entregou a bola nos pés do atacante uruguaio, que concluiu friamente no canto direito de Júlio César. O gol calou o Mineirão e a bola passou a queimar nos pés dos jogadores brasileiros. Felipão, então, colocou Bernard e Hernanes no lugar de Hulk e Oscar, respectivamente.

Mas foi o Uruguai que assustou novamente. Por duas vezes. Aos 20, Forlán cobrou falta pela direita e Thiago Silva quase fez contra. A bola passou rente ao travessão. Depois, aos 33, Cavani, o melhor jogador da partida, quase virou ao bater mascado da entrada da área.

Levado pelos gritos da torcida, o Brasil conseguiu chegar à vitória. Aos 41, Neymar cobrou escanteio pelo lado esquerdo e Paulinho, por trás da zaga, marcou o gol da vitória. O volante contou com a falha de Muslera, que não conseguiu cortar o cruzamento.

O adversário brasileiro do próximo domingo, no Maracanã, será conhecido nesta quinta-feira (27). Espanha e Itália se enfrentam no Castelão, em Fortaleza, na reedição da final da Eurocopa 2012. Balotelli, artilheiro italiano na Copa das Confederações, com três gols, está fora da partida. O perdedor do duelo enfrenta o Uruguai na Fonte Nova, em Salvador, também no domingo, às 13h.

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Uruguai 8 x 0 Taiti – Celeste se classifica, mas os derrotados emocionam Pernambuco

Uruguai confirma classificação à próxima fase da Copa das Confederações com goleada por 8 a 0 sobre o Taiti, que se despediu com faixa de agradecimento ao Brasil

Por: Marcus Vinícius Pereira

Se na primeira vez em que pisou na Arena Pernambuco, contra os espanhóis, o Uruguai encontrou uma torcida amplamente favorável, nesta tarde a coisa foi bem diferente. Os pernambucanos, assim como os mineiros e os cariocas fizeram nos jogos anteriores, apoiou o Taiti de forma incondicional desde a primeira vez em que os campeões da Oceania tocaram na bola, com direito a gritos de “olé”. Mas tamanho apoio não foi o suficiente para que os taitianos mudassem o seu retrospecto na Copa das Confederações. Mais uma grande goleada sofrida, desta vez por 8 a 0.

Com a vitória, o Uruguai alcançou o placar exato que lhe garantiria a classificação independentemente do que acontecesse em Fortaleza, no jogo entre Nigéria e Espanha. Mas, mais importante que isso, deu ritmo aos jogadores que não vinham atuando na competição e descanso aos titulares, que terão a missão de encarar o anfitrião Brasil.

O Uruguai chegou ao gol logo no primeiro minuto, em cobrança de escanteio de Lodeiro desviada por Scotti. A bola sobrou limpa para Abel Hernández que só teve o trabalho de cabecear para o fundo das redes. Após o gol, a Celeste encontrava dificuldades para penetrar na defesa taitiana, que igualou a posse de bola com muitas trocas de passes, principalmente em seu campo de defesa.

Mas esse panorama mudou aos 23 minutos, quando Abel Hernández foi lançado, chapelou o zagueiro Jonathan Tehau e, de frente para o goleiro Meriel, chutou para as redes marcando um golaço. Logo depois, aos 26 minutos, Gargano encontrou Diego Pérez na área. O volante uruguaio cabeceou na trave e no rebote completou para o gol. Sem forçar o Uruguai ainda ampliou. Aos 45 minutos, o mesmo Gargano lançou Abel Hernández na entrada da grande área taitiana. O atacante chutou forte para o gol e fechou a placar do primeiro tempo, 4 a 0 para o Uruguai.

O baile uruguaio continuaria no segundo tempo. Não antes que dois lances levantassem a torcida. Primeiro num pênalti cobrado por Scotti e defendido por Meriel, aos três minutos, após o árbitro português Pedro Proença enxergar empurrão de Vallar em Aguirregaray. Na sequência, Scotti ainda seria expulso ao levar o segundo cartão amarelo por fazer falta no habilidoso Chong Hue.

O Taiti, porém, perderia a vantagem numérica de jogadores quando Ludivion também levou o segundo amarelo. Logo na sequência, aos 15 minutos, os taitianos sofreriam mais um gol. Após cobrança de falta, a bola sobrou para Gargano que, livre na área, chutou cruzado. A bola desviou em Lodeiro e foi parar no gol. Cinco minutos depois o Uruguai ampliou em pênalti convertido por Abel Hernández, depois de falta de Chong Hue em Aguirregaray.

Luis Suárez daria fim à goleada uruguaia. O centroavante, que começou entre os reservas, marcou seu primeiro gol aos 36 minutos, entortando Caroine e chutando para o gol. Depois, aos 44, o jogador recebeu na entrada da grande área e chutou no canto esquerdo do goleiro Meriel, que não conseguiu alcançar.

Após o apito final uma cena emocionou os torcedores presentes no último jogo disputado na Arena Pernambuco nesta Copa das Confederações. A carismática seleção do Taiti, quase toda formada por jogadores amadores, voltou ao gramado abraçada à bandeiras brasileiras e deu uma volta olímpica portanto uma grande faixa com a inscrição “Obrigado Brasil”, num dos momentos mais marcantes da competição até aqui.

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Nigéria 0 x 3 Espanha – Fúria é pressionada, mas se classifica em primeiro lugar do Grupo B

Com menos de 60% de posse de bola, a Espanha foi bem marcada pela Nigéria que, no entanto, não conseguiu marcar o gol. Torres deixa o seu e se isola na artilharia

Por: Esther Morel

Pela última rodada do Grupo B da Copa das Confederações, Espanha e Nigéria se enfrentaram na Arena Castelão, em Fortaleza, e o resultado não foi diferente do esperado: a Fúria se classificou em primeiro lugar da chave ao vencer por 3 a 0. Assim, os espanhóis encontrarão a Itália na semifinal, reeditando a final da Eurocopa de 2012.

Mas se engana quem acha que o jogo foi fácil para a seleção comandada por Del Bosque. Apesar do amplo placar, o adversário deu trabalho na marcação e desperdiçou muitas chances de gol ao longo dos 90 minutos. Além disso, o goleiro Enyeama estava em dia inspirado e fez grandes defesas, impedindo uma vantagem maior.

No terceiro minuto de jogo, após vários toques rápidos na bola, como é comum no estilo de jogo da Espanha, Jordi Alba saiu em velocidade pela esquerda, driblou três marcadores e finalizou com categoria.

Ao invés de esfriar a pressão dos Eagles, o primeiro gol só aumentou a busca pela posse de bola, tanto que a equipe europeia saiu de Fortaleza com posse de bola de 59%, algo que raramente acontece. Não faltaram chances para a Nigéria empatar, mas a falta de qualidade na criação e nos lançamentos impediram o gol de honra.

Para dar a oportunidade de entrar em campo aos três goleiros – Casillas enfrentou o Uruguai e Reina entrou contra o Taiti – o treinador espanhol deu a vaga titular para Valdés que, mesmo não sendo absoluto na meta, não decepcionou e teve que trabalhar bastante, principalmente em jogadas de contra-ataque.

Preocupado com a possibilidade de sofrer um gol, Del Bosque colocou David Silva no jogo. Pouco tempo depois, Fernando Torres entrou e não demorou muito para fazer o seu. Pedro conseguiu um belo cruzamento e o camisa 9 se jogou no chão e marcou um gol de cabeça, se isolando na artilharia da competição, com cinco – quatro marcados no Taiti.

Mesmo assim, a Nigéria não se cansou de errar finalizações e perdeu mais alguns gols incríveis, antes que Jordi Alba pudesse fechar o placar. Aos 43 minutos, a bola chegou para o lateral-esquerdo, sozinho, ainda no meio de campo e partiu rápido para a área. Enyeama saiu mal e acabou driblado por Alba, que balançou as redes com facilidade.

Sem surpresas entre as seleções classificadas, a Copa das Confederações terá as seguintes semifinais: o Brasil enfrenta o Uruguai na quarta-feira, às 16h, no Mineirão, em Belo Horizonte, e no dia seguinte a Fúria encara a Itália, também às 16h, no Castelão, em Fortaleza.

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Piloto da Aston Martin morre após acidente em Le Mans

Allan Simonsen bateu seu Vantage #95 ainda no início da corrida de 24 Horas

Por: Nathalia De Vivo

Um clima de pesar paira em Sarthe, nas 24 Horas de Le Mans. Após um grave acidente logo nas voltas inicias da prova, Allan Simonsen, da Aston Martin, faleceu em decorrência dos ferimentos do acidente.

A batida aconteceu às 10h09 (15h09 no horário local). O piloto dirigia seu Vantage #95, pela GTE Am, quando perdeu o controle do carro e chocou-se de forma violenta contra o guardrail de Tertre Rouge, lançando bandeira amarela e o safety car na pista.

O piloto dinamarquês Allan Simonsen morreu durante o circuito das 24 Horas de Le Mans

O piloto dinamarquês Allan Simonsen morreu durante o circuito das 24 Horas de Le Mans

Rapidamente ele foi atendido pela equipe médica do circuito, que o transferiu até o centro clínico da organização do evento. Apesar de ter saído consciente do acidente, três horas depois foi declarada sua morte cerebral.

Esta era a sétima vez que o dinamarquês de 34 anos disputava a corrida. A Automobile Club de l’Ouste (ACO) afirmou que não fará qualquer tipo de declaração oficial antes que a causa da fatalidade seja identificada.

Simonsen é o 22º piloto a morrer na competição. A última morte tinha ocorrido em 1997, quando o francês Sébastien Enjolras bateu o carro ainda nos treinos livres. 

A pedido da família do piloto, a Aston Martin não irá retirar seus outros carros da pista.

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