Brasil 3 x 0 Espanha – Com melhor futebol do mundo, Brasil supera Espanha com show de Neymar

Onze anos depois, “Família Scolari” brilha e supera atuais campeões do mundo com gols de Fred e Neymar

Por: Guto Monte Ablas

O palco estava desenhado. Brasil decidindo a Copa das Confederações em um Maracanã lotado contra a melhor seleção do mundo. Tudo para tornar a final inesquecível!

Mas nem o mais otimista dos torcedores brasileiros podia apostar no que veria ao longo dos 90 minutos que se seguiram.

Taça do torneio: Fica no Brasil (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Taça do torneio: Fica no Brasil (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Do lado de fora, mais uma vez, confronto entre policiais e manifestantes marcaram os momentos que antecederam o jogo.

Dentro do estádio, Felipão mostrou que está fechado com seu elenco e apesar dos pedidos da torcida por Hernanes e Lucas, o técnico manteve a equipe que iniciou o primeiro jogo do torneio e seguiu até o fim, apostando em Luiz Gustavo, Oscar, Hulk e Fred como titulares. Todos regidos pela batuta de um menino de apenas 21 anos, mas que já consegue abraçar o mundo: Neymar.

A ideia de Luiz Felipe Scolari era apostar em um esquema parecido com o da Itália e não permitir o toque de bola espanhol, porém, mais do que isso, pressionar a Fúria em seu campo de defesa, dificultando a saída de bola desde o início.

E o plano deu resultado rápido. Recuperação de bola de Oscar e bola aberta na direita. Hulk, contestado, cruzou na área para Fred que errou o cabeceio, mas a bola bateu em Neymar e sobrou para o camisa 9 de novo que deitado no chão, na cara de Casillas deu um bico e mandou para o fundo do gol. Menos de dois minutos e o Brasil abriu o placar.

A partir do gol o jogo ficou equilibrado, mas sempre com os brasileiros criando as melhores oportunidades, mas sem conseguir ampliar. Oscar e Fred desperdiçaram oportunidades cara a cara com o goleiro espanhol.

Aos 40 minutos, o lance que poderia mudar o jogo. A defesa do Brasil, que até ali se comportava bem, vacilou e permitiu que Juan Mata aparecesse livre nas costas de Daniel Alves e fizesse a inversão para Pedro, também sem marcação, nas costas de Marcelo. O atacante do Barcelona dominou, esperou Júlio César se definir e finalizou para o gol. Não se sabe de onde, mas com a impulsão de um país inteiro, David Luiz apareceu em cima da linha para evitar o empate e frustrar os torcedores espanhóis.

O lance pareceu deixar a Fúria perdida em campo e ajudou Neymar a encontrar Oscar que, com calma, devolveu para o camisa 10, finalizando sem chances para Casillas e ampliando o placar antes do intervalo.

Na volta para a segunda etapa, o filme se repetiu: Fred recebeu livre na diagonal esquerda da área e finalizou cruzado para fazer o terceiro gol do Brasil com menos de dois minutos.

A Espanha sentiu o golpe e não parecia se reencontrar no jogo. Sergio Ramos teve a chance de diminuir em cobrança de pênalti, mas desperdiçou. Piqué foi expulso depois de falta em Neymar, evidenciando o descontrole da seleção. Pedro e David Villa também tiveram boas chances e pararam em Júlio César. Nada dava certo para a Fúria.

Neymar comanda Brasil contra Espanha (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Neymar comanda Brasil contra Espanha (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

O Brasil apenas administrava o jogo e, no melhor estilo espanhol, trocava passes com tranquilidade. Neymar, como um maestro, regia o show da seleção brasileira.

Apito final trilado e Brasil campeão.

Foi a quarta vez que a seleção se sagrou campeã do torneio, sendo a terceira consecutiva, uma marca inédita.

A Espanha estava invicta desde a partida de abertura da Copa do Mundo de 2010, quando perdeu para a Suíça. De lá para cá foram 29 jogos sem saber o que era uma derrota.

Nas premiações, levantou o troféu “Fair Play”, Fernando Torres levou a Chuteira de Ouro (5 gols e 1 assistência), enquanto Fred ficou com a de Prata (5 gols) e Neymar com a de Bronze (4 gols). Júlio César ficou com a Luva de Ouro, Neymar com a Bola de Ouro (melhor jogador) seguido por Iniesta e Paulinho.

Fred marcou dois e ficou com a chuteira de prata (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Fred marcou dois e ficou com a chuteira de prata (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Thiago Silva levantou a taça da Copa das Confederações neste dia 30 de junho de 2013, exatos 11 anos depois de Felipão e sua “Família Scolari” conquistar o pentacampeonato.

Mais do que o título, a Copa das Confederações trouxe outra vitória importante: a reconciliação da seleção com a torcida brasileira. De um povo que foi às ruas em busca de um país melhor e que acabou contagiando um grupo que jogou com raça.

Agora se inicia a contagem regressiva: que venha a Copa do Mundo.

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