Espanha 0 (7) x (6) 0 Itália – Campeões do mundo vencem nos pênaltis e vão à decisão histórica contra o Brasil

Após um empate sem gol no tempo normal e na prorrogação, seleção espanhola converteu todos as cobranças de pênatis; pela Azzurra, Bonucci errou

Por: Diego Salgado

A final dos sonhos, entre Brasil e Espanha, virou realidade nesta quinta-feira (28). Os espanhóis garantiram presença na decisão da Copa das Confederações ao vencer a Itália nos pênaltis, no Castelão, após um empate sem gols em 120 minutos de jogo. Os campeões do mundo não conseguiram impor seu estilo de jogo e quase foram surpreendidos pela seleção italiana.

Bem armada pelo técnico Cesare Prandelli, a Itália entrou em campo modificada taticamente. Do 4-2-3-1 passou ao 3-4-2-1. A postura italiana congestionou o meio-campo e dificultou a saída de bola da Espanha. Além disso, no contra-ataque, utilizando a liberdade dos alas e abusando das viradas de jogo, a Itália quase abriu o placar no primeiro tempo. Maggio, pela direita, conseguiu duas conclusões à meta espanhola, sempre às costas do lateral Alba.

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Navas converteu a última cobrança: Espanha é finalista da Copa das Confederações (Crédito: Glauber Queiroz/Portal da Copa)

A Espanha fez o seu jogo habitual. Tocou muito e manteve a posse de bola. Sem Fabregas, o treinador Vicente Del Bosque promoveu a entrada de David Silva, que atuou à esquerda, com Pedro pelo lado oposto e Fernando Torres na referência. Iniesta e Xavi, por dentro, deram ritmo à partida. Porém, sem profundidade e neutralizada pelo esquema da Itália, a Espanha não conseguiu penetrar na grande área para concluir.

O jogo
Logo a dois minutos, uma troca rápida de passes da Espanha na entrada da área terminou num chute cruzado de Pedro. A resposta italiana veio no lance seguinte, na síntese do jogo italiano: marcação, roubada de bola e contra-ataque em alta velocidade. De Rossi roubou a bola no campo de defesa e tocou para Gilardino. O substituto de Balotelli deixou para Giaccherini, que chutou para fora.

Aos 14, Gilardino completou cruzamento da direita e quase supreendeu Casillas. A Itália, melhor da partida, passou a usar os alas e quase marcou com Maggio, que apareceu às costas de Alba e concluii para a defesa do goleiro espanhol.

A melhor chance italiana ocorreu aos 36, novamente com Maggio. Giaccherini alçou a bola na área e o ala, sozinho, cabeceou à queima-roupa. Casillas fez um grande defesa. No minuto seguinte, Torres girou dentro da área, saiu na cara do gol, mas chutou cruzado para fora.

No segundo tempo, a Espanha igualou o jogo e chegou duas vezes nos primeiros 20 minutos, com Navas e Iniesta. Já na reta final do tempo normal, Piqué completou, da marca do pênalti, um cruzamento de Navas. A bola, no entanto, saiu por cima do gol.

A prorrogação ainda reservaria muitas emoções. Logo no início, Giaccherini acertou a trave, na conclusão da jogada iniciada por Maggio, à direita. Aos oito minutos, Iniesta deu um passe espetacular por cima da zaga e Alba, cara a cara com Buffon, concluiu por cima da meta.

No segundo tempo do tempo extra, a Espanha quase chegou ao gol. Primeiro, com Xavi. O meia arriscou de longe e Buffon espalmou. A bola bateu na trave. Depois, Navas entrou sozinho na grande área e conclui cruzado, à direita do gol italiano. O placar, no entanto, não foi inaugurado.

Nos pênaltis, os jogadores das duas seleções mostram muita técnica, com ótimas cobranças. Pela Espanha, Xavi, Iniesta, Piqué, Sérgio Ramos, Mata converteram. Pela Itália, Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco e Pirlo marcaram. Nas alternadas, Busquets e Montolivo também acertaram. Na sequência, Bonucci chutou por cima, à la Roberto Baggio. Na última cobrança, Navas bateu no canto esquerdo e garantiu a Espanha na grande final.

A final
Brasil e Espanha não se enfrentam há quase 14 anos. O último confronto deu-se em novembro de 1999, em Vigo, com um empate sem gols. Antes, a seleção se encontraram em 1990. Jogando em Gijón, os donos da cada despacharam a seleção treinada por Falcão: 3 a 0.

O duelo é comum em Copas do Mundo. No total, foram cinco partidas. O Brasil leva vantagem, com três vitórias: 6 a 1, em 1950, no Maracanã; 2 a 1 no Mundial de 1962; e 1 a 0, em 1986. Na Copa de 1978, empate por 0 a 0. A Espanha, em 1934, eliminou a seleção brasileira ao fazer 3 a 1.

No total, de 1934 a 1999, as seleções se enfrentaram em dez oportunidades. O Brasil venceu cinco vezes e marcou 13 gols. Os espanhóis venceram três jogos, com 10 gols marcados. Dois jogos terminaram empatados.

A decisão da Copa das Confederações 2013 será disputada no Maracanã, às 19h. No mesmo dia, Itália e Uruguai jogam a decisão do terceiro lugar. A partida será na Fonte Nova, às 13h.

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