Brasil 4 x 2 Itália – Madura, seleção de Felipão vence e convence na Fonte Nova

Equipe brasileira mantém 100% de aproveitamento, bate os italianos com tranquilidade e vai à semifinal na liderança do grupo A

Por: Diego Salgado

A seleção brasileira chegou hoje (22) à terceira vitória consecutiva na Copa das Confederações. Na Fonte Nova lotada, a equipe venceu a Itália por 4 a 2 e avançou à semifinal da competição na liderança do grupo A. O gols brasileiros foram marcados por Dante, Neymar e Fred (2). Giaccherini e Chiellini descontaram para os italianos.

Já classificadas, as duas equipes entraram modificadas para o confronto. No Brasil, Paulinho, com entorse no tornozelo, deu lugar a Hernanes. Do lado italiano, Candreva e Diamanti substituíram De Rossi e Pirlo, respectivamente.

Como nos dois primeiros jogos, contra Japão e México, a seleção brasileira começou pressionando o adversário. Em três minutos, chegou três vezes à meta de Buffon. O gol, no entanto, não saiu. A partir dos 10 minutos, a Itália melhorou: avançou a marcação e passou a valorizar a posse de bola.

BRA x ITA

Ao bater a Itália, Brasil manteve 100% de aproveitamento (Rafael Ribeiro/CBF)

A postura deixou o jogo truncado, repleto de faltas.  O Brasil só voltou a levar perigo aos 22 minutos, após ótimo passe de calcanhar de Oscar. Neymar, livre pela esquerda, chutou cruzado em vez de servir Fred na pequena área. O lance foi o único momento de brilho de Oscar. Apagado, jogando por dentro, o camisa 11 apareceu pouco no meio-campo.

Aos 25, o técnico Cesare Pradelli precisou fazer a primeira alteração na seleção italiana. Montolivo, contundido, deu lugar a Giaccherini. Quatro minutos depois, Abate, com dores no ombro, saiu para a entrada de Maggio. O Brasil, contudo, também precisou mexer na equipe logo no primeiro tempo: Dante substituiu David Luiz.

O zagueiro, com 12 minutos em campo, abriu o placar para o Brasil. No último lance do primeiro tempo, Neymar cobrou falta para a área, Fred desviou e Buffon espalmou para o lado. Na sobra, Dante, impedido, concluiu para o fundo do gol.

Com 65% de posse de bola na etapa inicial, a seleção brasileira viu a Itália crescer no jogo. Precisando da vitória para ser líder do grupo, a Azzura conseguiu chegar à igualdade logo aos cinco minutos. Balotelli, de calcanhar, serviu Giaccherini pela direita. O atacante avançou, invadiu a área e bateu cruzado para vencer Júlio César.

Mas a alegria italiana durou pouco. Aos oito, Neymar sofreu falta da Maggio na entrada da área. Na cobrança, o camisa 10 bateu por fora da barreira, fora do alcance de Buffon, no ângulo. Com três gols marcados, Neymar chegou à vice-artilharia da Copa das Confederações, empatado com o nigeriano Oduamadi e Chicharito Hernández, do México.

Aos 21, Fred, enfim, deixou o dele. Marcelo lançou com perfeição para o centroavante, que matou na coxa, pôs na frente e chutou forte de esquerda para fazer 3 a 1. A Itália, no entanto, ainda oferecia resistência. Em lance polêmico, Chiellini diminuiu. Antes da bola entrar, o árbitro uzbeque Ravshan Irmatov apitara pênalti de Luiz Gustavo em Balotelli – o juiz, inclusive, apontara a marca da cal.

O gol de empate dos italianos quase saiu aos 34. Após cobrança de escanteio de Candreva, Maggio cabeceou com força e a bola explodiu no travessão. Depois, levado pelos gritos dos torcedores, o Brasil chegou ao quarto gol. Bernard, que entrara no lugar de Neymar, tocou para o meio da área. Marcelo, de frente para o gol, concluiu para a defesa de Buffon. No rebote, Fred anotou mais um e fez 4 a 2.

Agora, o Brasil aguarda pelo segundo colocado da chave B. O Uruguai, que enfrenta o Taiti neste domingo, é o favorito à vaga. A semifinal será disputada no Mineirão, na próxima quarta-feira (26), às 16h. A Itália, por sua vez, pegará o líder do grupo — um empate da Espanha contra a Nigéria reedita o confronto da final da Eurocopa 2012. O prélio será no Castelão, na quinta (27), às 16h.

Japão e México, já eliminados, jogaram no Mineirão, no mesmo horário de Brasil e Itália. Depois de um primeiro tempo sem muita emoções — com um gol bem anulado dos japoneses e uma bola na trave dos mexicanos –, Chicharito Hernández marcou de cabeça aos nove minutos da etapa final. Doze minutos depois, o jogador do Manchester United ampliou, novamente de cabeça. O atacante japonês Okazaki diminuiu a quatro minutos do apito final. Chicharito ainda teve a chance de alcançar a artilharia da Copa das Confederações, mas desperdiçou um pênalti. O goleiro Kawashima defendeu no canto direito. No rebote, o craque mexicano chutou no travessão.

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Nigéria 1 x 2 Uruguai – Diegos decidem e Celeste se aproxima da vaga na semifinal

Lugano e Forlán marcam os gols da vitória uruguaia e a equipe enfrentará o lanterna Taiti por vaga na semifinal

Por: Guto Monte Ablas

O Uruguai entrou em campo na noite desta quinta-feira precisando de um resultado positivo contra a Nigéria, na Fonte Nova, para não dar adeus à Copa das Confederações. A novidade do técnico Oscar Tabárez ficou por conta de Diego Forlán. Depois de começar a partida contra a Espanha no banco de reservas, o atacante do Internacional começou como titular, atuando ao lado de Cavani e Suárez no ataque celeste. Foi a 100ª partida do craque uruguaio.

Bem mais organizado em campo do que havia ocorrido contra a Espanha, o Uruguai começou pressionando a partida desde o início, colocando a Nigéria no seu campo e sem ligação entre defesa e ataque.

Com essa força ofensiva, não demorou para o time sul-americano abrir o placar. Aos 19 minutos, Forlán recebeu a bola pelo lado esquerdo e cruzou para o meio da área. Cavani deixou a bola passar e Diego Lugano, livre de marcação, apenas desviou para o fundo do gol vazio.

A partir do gol, a Nigéria melhorou em campo e parecia bem mais preparada fisicamente. Tanto que aos 37 minutos o meio-campista Mikel recebeu a bola na entrada da área, fez uma bonita finta em Lugano e empatou a partida com um chute de fora da área. Os africanos foram melhores até o fim da primeira etapa, chegando com perigo ao gol de Muslera e tendo boas oportunidades para a virada.

No intervalo, o técnico Oscar Tabárez arrumou a postura da equipe e conseguiu o efeito esperado.  Com cinco minutos,  Suárez roubou bola no meio-campo e tocou para Cavani, que, de primeira, rolou para Forlán bater firme para o gol.

Com o tento, Diego Forlán chegou ao 34º com a camisa uruguaia e voltou a ser o maior artilheiro da seleção. Seu companheiro de ataque, Luis Suárez, ficou para trás, com 33.

A partir do gol, o Uruguai, melhor postado em campo, administrou o resultado, chamando a Nigéria para o jogo e esperando um contra-ataque para matar o jogo. Além disso, o time contou com erros dos africanos para manter o resultado. Mikel, por exemplo, não conseguia se aproximar do ataque para criar boas chances.

Com o resultado, o Uruguai soma os seus três primeiros pontos na competição e fica na terceira colocação do grupo B, com a mesma pontuação da Nigéria. Na próxima rodada, a Celeste enfrentará o lanterna Taiti, na Arena Pernambuco, no próximo domingo (23), às 16h. Para chegar à semifinal, a seleçao uruguaia precisa tirar quatro gols de saldo da Nigéria. Os africanos, por sua vez, têm um páreo duro contra a líder Espanha. A partida será disputada no Castelão, também no domingo às 16h.

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Espanha 10 x 0 Taiti – A seleção derrotada foi aplaudida no Maracanã

Partida foi marcada pelo respeito mútuo entre as duas equipes e pela superioridade dos campeões do mundo

Por: Gabriela Abrunheiro

Aproveitando a fragilidade do adversário, o técnico Vicente Del Bosque escalou o time reserva da seleção campeã do mundo diante do Taiti, em partida válida pela segunda rodada da Copa das Confederações, disputada no Maracanã diante de 71.806 pessoas. Da equipe que enfrentou o Uruguai na estreia, Sérgio Ramos foi o único titular. Do outro lado, sabendo da inferioridade do seu time, o técnico EddyEtaeta garantiu que a meta dos taitianos era apenas uma:  marcar um gol. O objetivo, contudo, não foi cumprido.

Logo no inicio, a Espanha já deu mostras da sua superioridade. Depois de uma boa jogada pelo lado esquerdo, Fernando Torres invadiu a área e chutou entre a trave e o goleiro, abrindo o placar aos quatro minutos. Era o primeiro gol do atacante, que marcou mais três, perdeu um pênalti e foi eleito pela Fifa o melhor jogador da partida.

Espanha

Espanha está praticamente garantida na semifinal (Tânia Rêgo/ABr)

A torcida brasileira presente ao Maracanã tentava apoiar o Taiti, gritando e aplaudindo quando os jogadores conseguiam acertar os passes.Em alguns lances, os espectadores pediam faltas e pênaltis. No entanto, a Espanha seguia fazendo seu jogo, trocando passes e construindo as jogadas de gol.  Aos 31 e 32 minutos, David Silva e Fernando Torres, respectivamente, ampliaram o placar. Ainda antes do intervalo, no contra-ataque espanhol, David Villa recebeu livre na área e deu um toquinho na saída do goleiro, marcando mais um. Passados os primeiros 45 minutos, o placar já apontava: Espanha 4, Taiti 0.

Na segunda etapa, nada mudou. O time espanhol ficava com a bola e jogava organizado. Já o Taiti corria de um lado para o outro, sem conseguir evitar a chegada da Espanha à sua área. Foram mais seis gols: Villa, aos 6 e 18 minutos. Fernando Torres, aos 11 e 32.Juan Matta, aos 20 e David Silva, aos 43. No total, das 19 finalizações, os espanhóis acertaram 10. Os taitianos, por sua vez, chutaram uma única vez contra o gol de Reina.

E onde poderia reinar a soberba e a indiferença, sobressaiu-se o respeito e a raça. A Espanha, que agora lidera o grupo B, não quis humilhar, não fez firula e não deixou de fazer seus gols. Alguns jogadores, após marcarem, até cumprimentavam o goleiro Roche. Sem desistir do jogo, o Taiti lutou até o final dos 90 minutos e em momento nenhum partiu para a agressão. Cometendo, até, menos falta que o time espanhol. Foram 13 contra 9.

Mesmo derrotados, os jogadores taitianos fizeram história no futebol do seu país. Jogar no Maracanã, contra uma seleção campeã mundial e ser acolhido pela torcida, com certeza é um marco importante. O jogo, portanto, foi uma aula de gentileza.

O resultado praticamente garantiu a Espanha na semifinal. Os campeões mundiais enfrentam a Nigéria no próximo domingo, às 16h, no Castelão. O Taiti, eliminado, mede forças com o Uruguai, na Arena Pernambuco, no mesmo dia e horário.

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Itália 4 x 3 Japão – Melhor jogo da Copa das Confederações define primeiros semifinalistas

Em jogo de muitos gols na Arena Pernambuco, italianos saem atrás no placar, viram e chegam às semifinais ao lado do Brasil

Por: Diego Salgado

Itália e Japão protagonizaram a melhor partida da Copa das Confederações. Após um jogo franco, aberto e com muitas jogadas de perigo, a seleção italiana conseguiu virar a partida na Arena Pernambuco tomada por mais de 40 mil torcedores. O placar de 4 a 3 sobre os japoneses levou, antecipadamente, o time do técnico Cesare Prandelli às semifinais. De quebra, o resultado classificou o Brasil.

Inferior tecnicamente, o Japão começou melhor. No 4-2-3-1, com Hasebe, Honda e Kagawa na linha de três, a seleção japonesa conseguiu abrir o placar na falha italiana. O lateral-esquerdo De Sciglio recuou errado e deixou Okazaki cara a cara com Buffon. O goleiro travou o lance na bola, mas o árbitro argentino Diego Abal marcou pênalti. Na cobrança, Honda fez 1 a 0 para o Japão.

O mau início italiano levou Prandelli a mexer antes do 30° minuto: o volante Aquilani deu lugar ao atacante Giovinco. A troca, contudo, não surtiu efeito. Levada pelos gritos dos torcedores, a seleção japonesa não diminuiu o ritmo e chegou ao segundo gol aos 33. Após escanteio e bate-rebate na entrada da área, Kagawa, de perna esquerda, venceu Buffon e ampliou.

O gol acordou a Itália. Primeiro, Pirlo, como sempre, levou perigo à meta do goleiro Kawashima após cobrar falta rente ao travessão. Na sequência, o craque italiano cobrou escanteio na cabeça de De Rossi, que só tocou para o fundo do gol aos 40 minutos. No último lance da etapa inicial, Giaccherini acertou a trave esquerda do goleiro japonês.

No segundo tempo, a partida continuou aberta. Mais organizada em campo, a Itália virou o jogo em apenas sete minutos. Aos quatro, Uchida, de carrinho, marcou contra ao se antecipar a Balotelli. Depois, em chute de Giovinco, a bola bateu na mão do meia Hasebe. O juiz marcou pênalti. Balotelli não desperdiçou e fez o terceiro gol da Azzura.

Valente, o Japão não se entregou. Aos 23, Endo cobrou falta pela direita e Okazaki, herói da classificação japonesa para a Copa, marcou de cabeça. Com mais posse de bola — 54% a 46% –, os japoneses quase devolveram a virada. Aos 36 minutos, a seleção mandou duas bolas seguidas na trave, com Okazaki e Kagawa.

A resposta italiana foi mortal. De Rossi serviu Marchisio pela direita. O meia tocou para a área e Giovinco, livre, só empurrou para fazer 4 a 3. Deu tempo ainda para o Japão acertar  a trave novamente. Na sequência da jogada, Yoshida marcou, mas o lance foi invalidado pelo árbitro.

Com o resultado, a Itália se igualou ao Brasil e chegou aos seis pontos no grupo A. As duas seleções já estão garantidas na semifinal. No sábado, 23, na Fonte Nova, definem o primeiro colocado da chave. A seleção brasileira, com saldo de gols maior (5 a 2), joga pelo empate. Já México e Japão, que se enfrentam no Mineirão no mesmo dia e horário, estão eliminados, sem nenhum ponto marcado.

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Brasil 2 x 0 México – Neymar brilha e encaminha classificação

Camisa 10 é o destaque da “revanche” sobre a seleção mexicana, que levou o ouro olímpico em 2012, com um gol e uma bela assistência para Jô

Por: Esther Morel

Parece que o acerto com o Barcelona, sonho de infância, fez bem a Neymar. Depois da ótima participação na partida inaugural da Copa das Confederações contra o Japão – na qual saiu do jejum de nove jogos marcando um golaço – o jogador mostrou que é sim o protagonista da seleção brasileira. Diante do México fez mais um lindo gol e ainda foi responsável por 90% da jogada que resultou no segundo, este de Jô.

Assim como em todas as sedes da competição, em Fortaleza também houve confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque da Polícia Militar, ao redor da Arena Castelão. O camisa 10, que se posicionou a favor dos protestos que pedem melhorias no país, aproveitou o incentivo para abrir o placar diante da seleção mexicana em apenas nove minutos, seis a mais que no primeiro jogo.

Após cruzamento de Daniel Alves, tirado pela zaga adversária, Neymar, sem marcação, finalizou de primeira com o pé esquerdo, no cantinho do goleiro Corona.

Neymar marca mais um golaço e Brasil vence o México por 2 a 0 (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Neymar marca mais um golaço e Brasil vence o México por 2 a 0 (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Um bom dia para o atleta do Barcelona, mas um péssimo dia para Oscar, que pouco apareceu no jogo e deixou a criação para Hulk, que teve bom desempenho, com várias jogadas saindo de seus pés, e saiu aplaudido pela torcida. No fim do primeiro tempo, David Luiz ainda bateu o nariz na cabeça de Tiago Silva, em disputa aérea, e ficou os últimos minutos tentando estancar o sangue.

Ao voltar do intervalo, Felipão viu sua equipe passar por alguns momentos de sufoco, especialmente com Barrera, que deu trabalho para Marcelo, e o jogo chegou até a ficar monótono. Os mexicanos, porém, não conseguiram aproveitar o lapso criativo dos brasileiros e não chegaram ao gol.

Fred, que costuma ser o goleador do Brasil, quase não apareceu e fez falta na organização tática. Eu chamo de “maldição da chuteira colorida”. Isso porque até o início da Copa das Confederações o centroavante era o único da seleção que usava chuteiras pretas, como nos velhos tempos – e que são bem mais bonitas do que as rosas e amarelas. No entanto, justo na estreia, por conta de um contrato com a Adidas, ele trocou por um par alaranjado. E desde então não tocou mais na bola.

Além disso, o camisa 9 tem visto seu substituto, Jô, com bom desempenho ao vestir a amarelinha. Depois do golaço diante do Japão, o atacante do Atlético-MG deixou mais um contra o México. Nos acréscimos, Neymar, em jogada excelente, driblou seus marcadores, entrando na área no meio dos dois, e cruzou para Jô, que finalizou com categoria.

Jô divide a artilharia da seleção brasileira com Neymar (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Jô divide a artilharia da seleção brasileira com Neymar (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Com mais uma vitória, o Brasil chegou a seis pontos e depende apenas da vitória da Itália sobre a seleção japonesa para garantir a classificação antecipada para as semifinais.

Para o torcedor e os jogadores brasileiros, a vitória desta quarta-feira teve um gostinho especial, já que serviu como “revanche” na seleção que tirou o, ainda inédito, ouro olímpico no ano passado.

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Taiti 1 x 6 Nigéria – Dia histórico no Mineirão

Taiti perde de goleada, marca um de honra e faz história. Nigéria vence por goleada, mas gol de adversário ofusca feito dos africanos.

Por: Alexandre Guariglia

Se para muitos a Copa das Confederações não tem validade, ou é apenas mais uma, para os jogadores e comissão técnica do Taiti isso passa longe de ser verdade. Vencer ou perder não importava, a vitória eles já conquistaram para sempre, participar do torneio é o maior dos troféus. A emoção dos taitianos provou que o esporte é muito mais do que apenas um jogo.

O começo da partida nos fez lembrar o comportamento de qualquer seleção africana de 20 anos atrás, quando a tática era a correria inicial e a tentativa de surpreender o adversário com algum lance inusitado, ou de pura sorte. Dessa vez, o Taiti fez o papel dos africanos e a Nigéria o da seleção europeia sem estar vacinada contra qualquer surpresa.

Não demorou muito para os nigerianos mostrarem seu favoritismo ao modesto público do Novo Mineirão. Logo aos quatro minutos de jogo, após boas descidas taitianas ao ataque, o lateral-esquerdo Echiejile, do Braga de Portugal, arriscou um chute de fora da área que desviou duas vezes no caminho antes enganar o goleiro Samin.

Cinco minutos depois, aos nove, a defesa taitiana falhou na saída de bola na intermediária e contribuiu de forma fundamental para que a Nigéria ampliasse. Oduamadi aproveitou a inocência do adversário, saiu da marcação e tocou facilmente para marcar seu primeiro gol no jogo.

Tal inocência já era evidente aos 15 minutos do primeiro tempo. Enquanto o Taiti tentava superar os próprios erros de fundamento, a Nigéria chegava ao ataque com muita facilidade. Já parecia um treino de luxo para enfrentar o Uruguai.

Aos 25 minutos, isso acabou se confirmando. Em um lance perdido na lateral esquerda do campo, um cruzamento surgiu despretensiosamente, o goleiro Samin tentou encaixar a bola, mas ela escapou de forma bisonha, sobrando livre para Oduamadi balançar a rede pela segunda vez na partida.

A partir daí, os nigerianos pareceram encarnar o espírito displicente de seus antepassados das últimas décadas. Perderam gols feitos, erraram passes simples e fizeram faltas grosseiras. O Taiti, que não veio a passeio, quase diminuiu o marcador aos 33, após boa jogada de Chong-Hue, afastada com dificuldade pela atabalhoada zaga africana.

Dessa forma, o jogo que parecia caminhar para uma goleada pendeu para o receio por parte dos nigerianos. O segundo tempo veio para não confirmar as expectativas. Displicência de um lado, espírito guerreiro de outro. As virtudes foram compensadas aos oito minutos de forma histórica.

Escanteio vindo da direita para o Taiti, batido com força para o longínquo segundo pau para encontrar Jonathan Tehau, que subiu mais do que os zagueiros africanos para testar firme, a queima roupa, contra a meta de Enyeama e marcar O GOL de sua seleção. Acontecimento mais do que histórico no Mineirão. Foi a primeira vez que a seleção do Taiti marcou um tento fora de seu país.

Apesar da euforia, o fôlego dos simpáticos taitianos foi chegando ao fim, tudo o que a Nigéria queria para também tirar o pé do acelerador. E foi assim que chegaram ao quarto gol contando com a colaboração do herói Jonathan Tehau que fez contra, ao quinto com Oduamadi que fez seu terceiro no jogo e ao sexto com Echiejile

O cansaço físico pesou para ambas as equipes, porém a superioridade técnica dos nigerianos falou mais alto mesmo nos momentos de dificuldade na partida. Para o Taiti, a recepção do público e o gol de honra já valeram toda a Copa das Confederações.

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Espanha 2 x 1 Uruguai – A Fúria encara o favoritismo e vence na estreia

Atual campeã do mundo domina a posse de bola e impressiona na precisão dos passes para vencer o Uruguai com gols de Pedro e Soldado.

Por: Guto Monte Ablas

A favorita Espanha começou sua caminhada em busca do primeiro título da Copa das Confederações com uma vitória convincente sobre o Uruguai. Jogando na Arena Pernambuco a equipe de Vicente Del Bosque venceu a seleção do uruguai por 2 a 1 e, mais do que isso, apresentou o bom futebol que conquistou o mundo.

Ao contrário das outras duas partidas do torneio (Brasil 3 a 0 Japão no Mané Garrincha, em Brasília e Itália 2 a 1 México, no Maracanã, no Rio de Janeiro) o jogo no Recife não foi marcado pelos protestos da população e pela violência policial. A chegada dos torcedores ao estádio se deu de forma tranquila, sem grandes incidentes.

Em campo, a fúria entrou liderada por Iniesta e Xavi e com um jogador centralizado na frente do ataque, fazendo papel de referência. O escolhido por Vicente Del Bosque foi Soldado, atacante que fez boa temporada pela equipe do Valência. Pelo lado uruguaio, a grande surpresa foi a ausência de Diego Forlán no time titular. O melhor jogador da última Copa foi barrado pelo técnico Oscar Tabarez e ficou como opção no banco de reservas.

Com a bola rolando, a Espanha já deu mostras do que seria o jogo desde o princípio. Domínio da posse de bola e pressão no ataque desde os primeiros minutos, tanto que demorou muito para abrir o placar. Depois de escanteio, a bola sobrou para Pedro que bateu firme e com estilo da entrada da área, a bola desviou no capitão uruguaio Lugano e enganou Muslera, colocando a Espanha na frente aos 20 minutos de partida.

Após o primeiro gol, a seleção uruguaia começou a usar da violência para brecar os adversários. Lugano e Cavani tomaram amarelo ainda na primeira etapa.

A Espanha respondeu com futebol. No contra-ataque bem armado e bola tocada com velocidade a bola chegou em Fábregas que, livre de marcação na intermediária, armou o chute, mas surpreendeu a defesa ao fazer o passe que encontrou Soldado livre de marcação na entrada da área. O jogador dominou, girou e fez o segundo gol espanhol.

A celeste continuou perdida em campo e a Espanha pressionando, mas as equipes foram para o intervalo com 2 a 0.

Com quase 80% de posse de bola na primeira etapa, a Fúria teve 338 passes tentados e conseguiu aproveitamento de cerca 93,2 % de acerto. Errou apenas 23 de suas tentativas. No lado uruguaio foram apenas 68,7% certos dos seus 80 passes tentados.

No segundo tempo o jogo mudou. A Espanha continuava com mais posse de bola, mas não conseguia criar grandes oportunidades de ampliar o placar.

Com isso, o Uruguai melhorou e buscou mais o gol do que na primeira etapa, criando algumas oportunidades, mas parando na defesa espanhola, que ao contrário do primeiro tempo fazia faltas nas proximidades da área de Casillas. Em uma dessas faltas, Suárez cobrou com perfeição e diminuiu o placar.

A Espanha ainda reclamou um pênalti em cima de soldado no final da partida, mas foi só. Vitória da Espanha por 2 a 1, confirmando o favoritismo inicial.

Iniesta, jogador do Barcelona e autor do gol do título da última Copa do Mundo, foi eleito pela Fifa como o melhor em campo.

Com o resultado, a Fúria dorme na liderança do Grupo B. Amanhã Nigéria enfrenta o Taiti fechando a primeira rodada do grupo. A equipe espanhola volta a campo na próxima quinta-feira quando enfrenta a seleção do Taiti no Maracanã. No mesmo dia, o Uruguai enfrenta a Nigéria na Fonte Nova.

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